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existência


"existence – well, what does it matter?"
Andamos todos por cá e um dia deixaremos de o fazer. Andamos todos, excepto os que já partiram, e o que somos não volta nunca a ser. Tudo o que é de mim um dia vai partir e tudo o que é de ti vai esquecer o que foi meu. E deixa morrer, o que é, é o que tem de ser. Não questiones, não sofras pelo que já foi e que não vai nunca voltar. Não esperes que das cinzas faça carne e osso nem tão pouco que das lágrimas cures o que já passou.
Cá fica a saudade dos que deixaram de ser quem conhecíamos, cá ficam os espectros da existência de alguém que não pode nunca voltar. Cá e nunca noutro sítio. Porque noutro lugar deixarei de lembrar e não serei mais eu mas outra pessoa. Outra pessoa que não poderá nunca amar alguém que não conheceu.
Mas o passado faz agora parte do meu futuro e o presente está fora do meu controlo. Existo da melhor maneira que consigo.
Só um louco espera o retorno das almas mortas, assim como aquele que ao saltar, espera que os seus pés não mais toquem o chão, ou o que espera poder guardar o prazer, esse tão momentâneo, de forma quase palpável. Um susto não dura mais que dois segundos, um piscar de olhos pode não durar o suficiente para que seja notável. Uma folha ao cair, pode ainda esvoaçar enquanto o vento lhe permitir mas o seu destino é certo e é o chão. Tudo acaba por cair, tudo tem um fim. Tudo é breve, tudo é fumo, e é escusado tentar agarrá-lo.
-rip

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